sábado, 24 de junho de 2017

Tocar guitarra é uma verdadeira terapia


Quem toca um instrumento musical, seja por hobby ou profissionalmente, deve ter descoberto em algum momento que tirar notas e acordes de seu equipamento é uma verdadeira terapia contra o estresse. Eu, pelo menos, sinto uma satisfação e um bem-estar enormes quando estou dedilhando o meu violão ou solando a minha guitarra. A minha mente simplesmente voa enquanto os meus dedos estão percorrendo a escala da guitarra naquele solo de lavar a alma. Você sente uma paz de espírito inexplicável quando percebe que a música praticamente se funde ao seu eu, formando uma relação praticamente espiritual entre você e as ondas sonoras que reverberam pelo ambiente. É algo simplesmente mágico sentir a música tocar a sua alma e arrepiar até o último fio de cabelo. Ser capaz de viajar sem sair do lugar ao dedilhar aquele acorde com sétima maior ou ao usar um bend suave para chegar devagarzinho naquela blue note da pentatônica é algo que me faz sorrir e esquecer dos problemas do mundo. Eu, inclusive, costumo brincar com esse fato dizendo que os meus instrumentos são o meu Hakuna Matata (em referência ao Rei Leão), porque me fazem relaxar, esquecer de tudo e me atirar num universo paralelo onde só existem eu e a música. É quase como uma relação sexual sem sexo, mas com a mesma paixão e o êxtase de percorrer aquele infinito onde as almas se fundem.

Se você ainda não toca um instrumento, recomendo que dê uma chance a si mesmo para descobrir o que você está perdendo. Tocar música é um santo remédio que mexe com as nossas endorfinas. Não há nada melhor e mais gratificante que fazer a música nascer de dentro de você.

Namastê!

Hakuna Matata!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O Brasil precisa ter a sua soberania respeitada


Há tempos que venho denunciando a destruição do Estado brasileiro através dos ataques sistêmicos à soberania nacional. É a entrega do nosso petróleo a empresas estrangeiras, o ataque direto ao nosso programa nuclear, a espionagem estrangeira, as manobras militares estrangeiras na Amazônia, a venda do nosso território de forma estratégica aos gringos, a desindustrialização, a destruição do nosso mercado interno, a entrega da base de Alcântara: isso só para ficar em alguns exemplos. O Brasil precisa voltar a ser grande, precisa ser uma potência e precisa resgatar a autoestima do nosso povo. Precisamos urgentemente de um projeto unificador de nação que nos faça grandes e resgate a nossa esperança em um futuro promissor. Mas isso não será possível enquanto não pararmos de brigar uns com outros e nos unirmos para reconstruir o que sobrou do Brasil. Independentemente do que pensamos com relação à economia, temos interesses em comum e devemos focar neles. Do contrário, não haverá mais Brasil para amarmos.

A seguir, deixo dois vídeos que mostram a importância de nos tornarmos uma potência.





quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sou de esquerda desde pequenininho


Algumas pessoas me questionam quando foi que eu "escolhi" ser de esquerda. Eu confesso que nunca escolhi isso. Toda a história da minha vida, desde a mais tenra idade, foi marcada pela preocupação com os mais humildes e vulneráveis. Sempre me solidarizei e me preocupei com as pessoas mais necessitadas. Eu nunca consegui aceitar como natural que algumas pessoas tivessem tanto e outras tão pouco. Desde muito criança, eu dividia o meu lanche com os meus coleguinhas de escola que não tinham o que comer durante o recreio e sempre me solidarizei com as pessoas que sofriam bullying ou que eram excluídas dos grupos. Eu sempre deixei outras crianças brincarem com meus brinquedos e também doava roupas e brinquedos para aqueles que tinham menos que eu. Eu sempre fui solidário, generoso e preocupado com as pessoas. Isso sempre fez parte da minha essência como indivíduo.


Quando cheguei à adolescência, percebi que as desigualdades sociais não tinham qualquer relação com a meritocracia, porque pessoas NASCIAM pobres e eram marginalizadas pelo sistema que naturalizava essas desigualdades ao invés de tentar combatê-las. Também foi nesta época percebi a exploração da classe trabalhadora por uma elite financeira absolutamente parasitária e predatória que controlava (e controla) todo o sistema a seu favor. E foi justamente na adolescência que percebi que as pessoas que tinham uma preocupação mais social eram de esquerda. Eu passei a me identificar naturalmente com as pessoas que queriam combater as desigualdades na sua raiz através de um projeto político inclusivo.
Ser de esquerda, portanto, não foi uma escolha, mas, sim, um descobrimento para mim.


Essas pessoas que vem ao meu blog me xingar de "comunista", "petralha", "esquerdopata" e que me acusam de ganhar "dinheiro roubado do PT" não têm a mínima noção de quem eu sou ou de qual foi a história da minha vida. Sempre me causou indignação ver pessoas tendo tudo sem qualquer mérito e vendo outras sem nada mesmo se esforçando ao máximo para ter.
As pessoas que abominam a esquerda normalmente estão preocupadas com mercado, juros, investimentos e em pagar menos impostos. A grande preocupação dessa gente é em diminuir o Estado – não existe uma preocupação focada no social para eles. Não existe uma preocupação em combater as brutais desigualdades geradas pelo capitalismo: desigualdades essas que eles acham que pode ser resolvida por mágica através do livre mercado. Esses esquerdofóbicos – que são de direita por excelência – não estão dando a mínima para os mais necessitados e nem para os cuidados que o Estado precisa dar aos menos afortunados entre nós. Se o Estado não der assistência aos miseráveis, aos esfomeados, aos desabrigados e aos flagelados da seca, quem dará? O mercado? Esse mercado predatório que vive de práticas como holdings, trustes, dumpings, cartéis e monopólios? O mercado só quer uma coisa: lucro e o resto que se dane.


É por essas e outras que acho que ser de esquerda ou de direita é algo biológico mesmo. Pessoas que nascem com mais empatia tendem a focar na justiça social e em um Estado que cuide das pessoas sem desrespeitar as suas liberdades individuais. Enquanto que pessoas que nascem mais fechadas em si mesmas tendem a achar que é cada um por si num mundo competitivo e predatório. Eu, que sempre tive uma visão mais humanitária e inclusiva do ser humano, sou incapaz de tratar com desdém os problemas causados pela desigualdade social criminosa que existe no Brasil e no resto do mundo. O Estado tem a obrigação moral de oferecer saúde, educação e moradia gratuitamente para todos, especialmente em países onde a iniciativa privada controla a nossa política através do lobby e do dinheiro sujo para manter seus oligopólios. Eu jamais colocaria os anseios do mercado acima dos direitos do povo e dos trabalhadores. E além disso, o mais importante de tudo, temos que parar de nos enxergar como rivais e competidores uns dos outros e passar a viver como uma grande família de 7 bilhões de pessoas. Essa loucura de mercado predatório, de competição, de selva social, de o homem ser lobo do próprio homem precisa acabar. Como já dizia Jacque Fresco: essa merda precisa acabar! Temos que viver como irmãos e combater toda essa violência, essa desigualdade, essa inveja, esse egoísmo, essa soberba e esse consumismo irresponsável em nome de uma humanidade verdadeiramente humana. Temos que abraçar sistemas cooperativos e sustentáveis para que possamos viver em um mundo minimamente digno.

E reitero: sou de esquerda, sim: e com todo orgulho do mundo!
E DANE-SE se você não gosta disso.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Solução ideal para os liberais


Os (neo)liberais e ancaps brasileiros têm o péssimo hábito de achar que salário mínimo é ruim para o trabalhador, que os direitos trabalhistas são prejudiciais para o mercado e que imposto é roubo. Então a solução para essa gente é simples: troque de vida com um proletário. Venda sua empresa, deixe de ser patrão e torne-se empregado. Você vai ver como é muito melhor e como as leis trabalhistas são "desnecessárias" para os trabalhadores.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Um bom lugar para implantar o anarcocapitalismo


Num dia desses, eu estive pesquisando sobre os lugares mais exóticos do planeta e encontrei um lugar chamado de Terra de Marie Byrd. A Terra de Marie Byrd é um enorme pedaço de terra na Antártida que nunca foi reivindicado por nenhuma nação soberana, sendo conhecida, por isso, como "terra de ninguém". Como esse pedaço de Terra não está subordinado a nenhum Estado, ele poderia servir muito bem como área de experimento para introduzir o anarcocapitalismo. Lá, na terra de ninguém, os ancaps poderão viver felizes para sempre sem o Estado malvadão, sem os impostos e sem os "esquerdopatas" para perturbar o livre mercado e o comércio de bebês.

O c* do mundo: um lugar perfeito para o anarcocapitalismo surgir

Só tem um pequeno problema nessa história. As temperaturas médias na Terra de Marie Byrd são de mais ou menos -50°C, sendo que no verão, a temperatura máxima registrada foi de -22°C. Já a temperatura mais fria registrada por lá foi de -89,2°C. Pelo visto, o ancapistão terá que produzir muitos agasalhos e aquecedores para manter a população de lá bem protegida do frio. Isto é: se é que os produtores de agasalhos e de roupas térmicas produzirão mesmo algo dentro das normas de segurança, já que não haverá regulação e nem os que morrerem de frio terão como pedir a troca das peças.

Enfim, os ancaps têm todo o meu apoio para irem fazer o mundo dos sonhos deles lá na Antártida, bem distante das pessoas normais. Assim todo mundo vai ficar feliz.