sábado, 24 de junho de 2017

Tocar guitarra é uma verdadeira terapia


Quem toca um instrumento musical, seja por hobby ou profissionalmente, deve ter descoberto em algum momento que tirar notas e acordes de seu equipamento é uma verdadeira terapia contra o estresse. Eu, pelo menos, sinto uma satisfação e um bem-estar enormes quando estou dedilhando o meu violão ou solando a minha guitarra. A minha mente simplesmente voa enquanto os meus dedos estão percorrendo a escala da guitarra naquele solo de lavar a alma. Você sente uma paz de espírito inexplicável quando percebe que a música praticamente se funde ao seu eu, formando uma relação praticamente espiritual entre você e as ondas sonoras que reverberam pelo ambiente. É algo simplesmente mágico sentir a música tocar a sua alma e arrepiar até o último fio de cabelo. Ser capaz de viajar sem sair do lugar ao dedilhar aquele acorde com sétima maior ou ao usar um bend suave para chegar devagarzinho naquela blue note da pentatônica é algo que me faz sorrir e esquecer dos problemas do mundo. Eu, inclusive, costumo brincar com esse fato dizendo que os meus instrumentos são o meu Hakuna Matata (em referência ao Rei Leão), porque me fazem relaxar, esquecer de tudo e me atirar num universo paralelo onde só existem eu e a música. É quase como uma relação sexual sem sexo, mas com a mesma paixão e o êxtase de percorrer aquele infinito onde as almas se fundem.

Se você ainda não toca um instrumento, recomendo que dê uma chance a si mesmo para descobrir o que você está perdendo. Tocar música é um santo remédio que mexe com as nossas endorfinas. Não há nada melhor e mais gratificante que fazer a música nascer de dentro de você.

Namastê!

Hakuna Matata!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O Brasil precisa ter a sua soberania respeitada


Há tempos que venho denunciando a destruição do Estado brasileiro através dos ataques sistêmicos à soberania nacional. É a entrega do nosso petróleo a empresas estrangeiras, o ataque direto ao nosso programa nuclear, a espionagem estrangeira, as manobras militares estrangeiras na Amazônia, a venda do nosso território de forma estratégica aos gringos, a desindustrialização, a destruição do nosso mercado interno, a entrega da base de Alcântara: isso só para ficar em alguns exemplos. O Brasil precisa voltar a ser grande, precisa ser uma potência e precisa resgatar a autoestima do nosso povo. Precisamos urgentemente de um projeto unificador de nação que nos faça grandes e resgate a nossa esperança em um futuro promissor. Mas isso não será possível enquanto não pararmos de brigar uns com outros e nos unirmos para reconstruir o que sobrou do Brasil. Independentemente do que pensamos com relação à economia, temos interesses em comum e devemos focar neles. Do contrário, não haverá mais Brasil para amarmos.

A seguir, deixo dois vídeos que mostram a importância de nos tornarmos uma potência.





quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sou de esquerda desde pequenininho


Algumas pessoas me questionam quando foi que eu "escolhi" ser de esquerda. Eu confesso que nunca escolhi isso. Toda a história da minha vida, desde a mais tenra idade, foi marcada pela preocupação com os mais humildes e vulneráveis. Sempre me solidarizei e me preocupei com as pessoas mais necessitadas. Eu nunca consegui aceitar como natural que algumas pessoas tivessem tanto e outras tão pouco. Desde muito criança, eu dividia o meu lanche com os meus coleguinhas de escola que não tinham o que comer durante o recreio e sempre me solidarizei com as pessoas que sofriam bullying ou que eram excluídas dos grupos. Eu sempre deixei outras crianças brincarem com meus brinquedos e também doava roupas e brinquedos para aqueles que tinham menos que eu. Eu sempre fui solidário, generoso e preocupado com as pessoas. Isso sempre fez parte da minha essência como indivíduo.


Quando cheguei à adolescência, percebi que as desigualdades sociais não tinham qualquer relação com a meritocracia, porque pessoas NASCIAM pobres e eram marginalizadas pelo sistema que naturalizava essas desigualdades ao invés de tentar combatê-las. Também foi nesta época percebi a exploração da classe trabalhadora por uma elite financeira absolutamente parasitária e predatória que controlava (e controla) todo o sistema a seu favor. E foi justamente na adolescência que percebi que as pessoas que tinham uma preocupação mais social eram de esquerda. Eu passei a me identificar naturalmente com as pessoas que queriam combater as desigualdades na sua raiz através de um projeto político inclusivo.
Ser de esquerda, portanto, não foi uma escolha, mas, sim, um descobrimento para mim.


Essas pessoas que vem ao meu blog me xingar de "comunista", "petralha", "esquerdopata" e que me acusam de ganhar "dinheiro roubado do PT" não têm a mínima noção de quem eu sou ou de qual foi a história da minha vida. Sempre me causou indignação ver pessoas tendo tudo sem qualquer mérito e vendo outras sem nada mesmo se esforçando ao máximo para ter.
As pessoas que abominam a esquerda normalmente estão preocupadas com mercado, juros, investimentos e em pagar menos impostos. A grande preocupação dessa gente é em diminuir o Estado – não existe uma preocupação focada no social para eles. Não existe uma preocupação em combater as brutais desigualdades geradas pelo capitalismo: desigualdades essas que eles acham que pode ser resolvida por mágica através do livre mercado. Esses esquerdofóbicos – que são de direita por excelência – não estão dando a mínima para os mais necessitados e nem para os cuidados que o Estado precisa dar aos menos afortunados entre nós. Se o Estado não der assistência aos miseráveis, aos esfomeados, aos desabrigados e aos flagelados da seca, quem dará? O mercado? Esse mercado predatório que vive de práticas como holdings, trustes, dumpings, cartéis e monopólios? O mercado só quer uma coisa: lucro e o resto que se dane.


É por essas e outras que acho que ser de esquerda ou de direita é algo biológico mesmo. Pessoas que nascem com mais empatia tendem a focar na justiça social e em um Estado que cuide das pessoas sem desrespeitar as suas liberdades individuais. Enquanto que pessoas que nascem mais fechadas em si mesmas tendem a achar que é cada um por si num mundo competitivo e predatório. Eu, que sempre tive uma visão mais humanitária e inclusiva do ser humano, sou incapaz de tratar com desdém os problemas causados pela desigualdade social criminosa que existe no Brasil e no resto do mundo. O Estado tem a obrigação moral de oferecer saúde, educação e moradia gratuitamente para todos, especialmente em países onde a iniciativa privada controla a nossa política através do lobby e do dinheiro sujo para manter seus oligopólios. Eu jamais colocaria os anseios do mercado acima dos direitos do povo e dos trabalhadores. E além disso, o mais importante de tudo, temos que parar de nos enxergar como rivais e competidores uns dos outros e passar a viver como uma grande família de 7 bilhões de pessoas. Essa loucura de mercado predatório, de competição, de selva social, de o homem ser lobo do próprio homem precisa acabar. Como já dizia Jacque Fresco: essa merda precisa acabar! Temos que viver como irmãos e combater toda essa violência, essa desigualdade, essa inveja, esse egoísmo, essa soberba e esse consumismo irresponsável em nome de uma humanidade verdadeiramente humana. Temos que abraçar sistemas cooperativos e sustentáveis para que possamos viver em um mundo minimamente digno.

E reitero: sou de esquerda, sim: e com todo orgulho do mundo!
E DANE-SE se você não gosta disso.


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Solução ideal para os liberais


Os (neo)liberais e ancaps brasileiros têm o péssimo hábito de achar que salário mínimo é ruim para o trabalhador, que os direitos trabalhistas são prejudiciais para o mercado e que imposto é roubo. Então a solução para essa gente é simples: troque de vida com um proletário. Venda sua empresa, deixe de ser patrão e torne-se empregado. Você vai ver como é muito melhor e como as leis trabalhistas são "desnecessárias" para os trabalhadores.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Um bom lugar para implantar o anarcocapitalismo


Num dia desses, eu estive pesquisando sobre os lugares mais exóticos do planeta e encontrei um lugar chamado de Terra de Marie Byrd. A Terra de Marie Byrd é um enorme pedaço de terra na Antártida que nunca foi reivindicado por nenhuma nação soberana, sendo conhecida, por isso, como "terra de ninguém". Como esse pedaço de Terra não está subordinado a nenhum Estado, ele poderia servir muito bem como área de experimento para introduzir o anarcocapitalismo. Lá, na terra de ninguém, os ancaps poderão viver felizes para sempre sem o Estado malvadão, sem os impostos e sem os "esquerdopatas" para perturbar o livre mercado e o comércio de bebês.

O c* do mundo: um lugar perfeito para o anarcocapitalismo surgir

Só tem um pequeno problema nessa história. As temperaturas médias na Terra de Marie Byrd são de mais ou menos -50°C, sendo que no verão, a temperatura máxima registrada foi de -22°C. Já a temperatura mais fria registrada por lá foi de -89,2°C. Pelo visto, o ancapistão terá que produzir muitos agasalhos e aquecedores para manter a população de lá bem protegida do frio. Isto é: se é que os produtores de agasalhos e de roupas térmicas produzirão mesmo algo dentro das normas de segurança, já que não haverá regulação e nem os que morrerem de frio terão como pedir a troca das peças.

Enfim, os ancaps têm todo o meu apoio para irem fazer o mundo dos sonhos deles lá na Antártida, bem distante das pessoas normais. Assim todo mundo vai ficar feliz.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A revolução supreendente dos games


Eu estava listando os meus dez jogos de videogame favoritos para inclui-los na série Jogos da Minha Vida aqui do blog e percebi uma coisa curiosa. A maioria dos meus jogos favoritos foram jogos lançados de 2005 para cá. Jogos como Shadow of The Colossus, Life is Strange, The Witcher 3, Rise of The Tomb Raider, GTA 5, Last of Us e Horizons Zero Dawn são alguns exemplos disso. Isso ocorre porque a indústria dos games está amadurecendo e criando jogos cada vez mais realistas, imersivos, emotivos e com enredos cada vez mais complexos. Fora os personagens principais que são trabalhados detalhadamente tanto no aspecto estético quanto no emocional. Os jogos das gerações passadas, apesar de terem feito muito sucesso com seus FPS, plataformas e beat 'em ups, não costumavam explorar o enredo e os personagens de forma mais envolvente. Hoje, a gente sofre junto com os personagens, sente os seus dramas, alegrias, tristezas e conquistas. É impossível, por exemplo, alguém jogar Life is Strange até o final e não se apegar às personagens a ponto de ser difícil conter as lágrimas no final. Jogos como Heavy Rain, Mass Effect, Last of Us, Tomb Raider 2013 e Beyond Two Souls te fazem viver intensamente as angústias na pele dos personagens como se fosse você mesmo que estivesse vivenciando aquele universo. Ou seja: os games estão passando por uma revolução e se transformando em algo que nos marca positivamente para a vida toda. Da mesma maneira que um filme inesquecível nos marca, um jogo de videogame também passou a ganhar essa capacidade.

Em Witcher 3 há imersão total do jogador no universo de Andrzej Sapkowski

Enfim, o que quero dizer é que os games chegaram a um patamar que desde os tempos dos 8 bits eu sonhava que chegasse: que é o de nos inserir integralmente em uma realidade virtual. E eu espero que os games continuem cada vez mais espetaculares para, quem sabe, daqui a uns 50 anos, possamos reconstruir a realidade em um nível de detalhes tão absurdo que ela tornar-se-á indistinguível da nossa própria realidade.
Seria doideira demais? Claro que não! Rarará!

Namastê!

domingo, 18 de junho de 2017

Por que a imprensa traiu Temer?


Muitas pessoas se questionam por que a Globo resolveu atacar Michel Temer depois de tanto bajulá-lo. E realmente é uma questão intrigante. Depois de apoiar o Golpe que o colocou no poder e de todo puxa-saquismo e chapa-branquismo, por que a Globo atirou Temer aos tubarões?

Na verdade, não foi a Globo que atirou Temer ao mar, foi o empresário Joesley Batista que fez isso provavelmente para se proteger da justiça. Temer, que já estava podre e cercado por corruptos, acabou então sendo abandonado de vez pela plutocracia. Uma vez abraçado o discurso moralista pela Globo (e pelo PIG em geral), não havia como lidar com a contradição de ser anticorrupção e proteger um corrupto ao mesmo tempo. Fora que Temer estava andando lento demais com as reformas, o que estava começando a incomodar a casa grande. E como Temer nunca foi o affair favorito da nossa plutocracia, então estão pedindo a cabeça dele. Além disso, a Globo tinha planos mais promissores para a presidência, como colocar alguém menos corrupto que Temer através das eleições indiretas.

O mesmo aconteceu com o senador Aécio Neves, que também foi abandonado sem remorso pela elite econômica. Isso só mostra mais uma vez que a Globo, como representante máxima do PIG, não tem aliados: tem interesses. É como aquela história da rã e do escorpião, onde o escorpião ferroa a rã após ela ter o ajudado a atravessar o lago. É da natureza do PIG trair, conspirar e golpear. Nem mesmo os políticos queridinhos das nossas oligarquias estão livres do golpe pelas costas da imprensa burguesa.

É a Vênus Platinada que manda no Brasil

O bom dessa história toda é que ninguém mais da elite política vai confiar na Globo. A Globo traiu o PT, o PMDB e até o PSDB após ser generosamente ajudada por esses partidos. E se ninguém mais confia na Globo, então a Globo, que está em crise, vai afundar de vez. E imagine como seria o Brasil sem a Globo...

sábado, 17 de junho de 2017

Homossexualidade põe igreja em xeque


Tanto a Igreja Católica quanto as igrejas evangélicas estão diante de um dilema cruel no que se diz respeito à aceitação da homossexualidade como algo natural. Todos sabem que as igrejas sempre foram bastante repressoras com relação à homossexualidade, porque na época que a Bíblia foi escrita, desejar alguém do mesmo sexo era um pecado mortal. O problema é que no século XXI as coisas são muito diferentes. Hoje a aceitação social e cultural da homoafetividade tem se tornado muito mais ampla. Apesar de toda homofobia que ainda existe hoje, nunca pessoas homossexuais tiveram tanto espaço no nosso país para se manifestarem, para casarem e para se assumirem. E como as pessoas estão começando a perceber que a homossexualidade não é algo nocivo para a sociedade, então aquela postura heteronormativa e reacionária que sempre esteve presente na igreja está passando por uma espécie de revisão.

Se a igreja não aceitar a homossexualidade como algo natural e continuar alimentando o preconceito, ela corre o risco de parar no tempo e começar a perder fiéis por sua intolerância e sistema de doutrina arcaico. Mas se a igreja optar pelo oposto, tolerando a homossexualidade e deixando de considerá-la um pecado, corre o risco de perder os fiéis mais conservadores e de cair em contradição. Afinal, por que a igreja condenou a homossexualidade por séculos e agora está "reescrevendo" as leis de um deus onisciente e imutável? Em todo caso, as igrejas católicas e protestantes estão diante de um momento de mudança onde precisarão se manifestar em definitivo sobre a homossexualidade. E seja lá qual for a postura da igreja, de um jeito ou de outro, o amor vencerá.

Viva a diversidade!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Por que eu defendo todas as formas de amor?


Algumas pessoas andaram me perguntando por que eu defendo o "homossexualismo", já que eu sou heterossexual e não estou tendo a minha sexualidade oprimida. Aproveitando que estamos na semana LGBT, vou usar este espaço para dar uma resposta rápida a essas pessoas.

Em primeiro lugar, eu não defendo o "homossexualismo" ou o "gayzismo". O que eu defendo é o direito que todos os seres humanos têm de amar uns aos outros independentemente do sexo. Eu defendo o direito das pessoas serem respeitadas, amadas e incluídas socialmente independentemente da orientação sexual ou da identidade de gênero delas.
A homossexualidade e a heterossexualidade são meros rótulos criados para dividir as pessoas, quando, na verdade, todos nós pertencemos a um mesmo conjunto comum no qual está inserida a sexualidade humana como um todo.

Eu respeito toda forma de amor

Ao contrário do que alguns pensam, eu não estou lutando apenas contra a homofobia. Eu estou lutando para que você, caro heterossexual, não seja espancado até a morte por ter sido confundido com um homossexual após abraçar o seu irmão ou o seu pai na rua. Eu estou lutando para que vidas não deixem de ser salvas porque alguns hemocentros não recebem sangue de homossexuais. Eu estou lutando para que jovens não sejam expulsos de casa por se cansarem de viver reprimindo os seus desejos e sentimentos. Eu estou lutando para que crianças que estão jogadas nas ruas tenham direito a ter um lar e um família. Eu estou lutando para que nenhuma criança sofra bullying por ter nascido dentro de um corpo que ela não reconhece como sendo seu. Eu estou lutando contra o alto número de suicídios de pessoas que não se aceitam como são. Eu luto para que pessoas não percam seus empregos simplesmente por gostarem de alguém do mesmo sexo. Eu estou lutando pelo direito das pessoas se amarem sem culpa ou temor de irem para o inferno depois que morrerem. Eu estou lutando pela vida e pela felicidade das pessoas. Eu estou lutando para que pais e filhos continuem unidos e se amando independentemente de quem cada um escolhe para amar. Enfim, minha luta é por mais amor e menos ódio. É uma luta por um mundo melhor e mais feliz.

Chega de violência e preconceito e vamos dar uma chance ao amor.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

O Brasil de 2017 é um EUA dos anos 50 piorado


Em minhas leituras diárias, me deparei hoje pela manhã com um post do blog O Cafezinho que lembrou dos tempos da paranoia anticomunista que houve nos EUA durante os anos 50 chamada pelos acadêmicos de "macarthismo". Quem não tem alergia a livros de história ou preguiça de estudar deve lembrar bem que logo após a Segunda Guerra Mundial, os EUA entraram num estado de delírio obsessivo total devido ao medo irracional do comunismo. Essa histeria anticomunista ficou conhecida também como Doutrina Truman ao ser aplicada em escala global para proteger os países subalternos aos EUA do "perigo vermelho" durante a Guerra Fria.

Pois bem, o que vemos hoje em pleno século XXI no Brasil – e em boa parte da América do Sul também – é justamente essa mesma paranoia antiesquerdista sendo implementada como se fosse uma novidade. O projeto Escola sem Partido é um exemplo de que estamos imitando descaradamente o velho macarthismo ianque. As escolas dos EUA na metade do século passado também foram acusadas de uma suposta "doutrinação socialista", o que causou perseguição e cerceamento de vários profissionais da área de educação na época.
Aqui no Brasil, um dos principais precursores dessa ideia estabanada de "conspiração comunista" foi o astrólogo embusteiro de extrema-direita Olasno Olavo de Carvalho, que conta com uma turba de alienados para adorá-lo.

Olavo olavando suas olavices

Enfim, como a direita reacionária tupiniquim nunca esteve tão espalhafatosa desde 1964, então ela aproveitou essa saída do sarcófago para propor insanidades como o Escola Sem Partido e até mesmo colocar vereadores para fiscalizar os professores nas escolas.

Propaganda da escola sem partido dos EUA nos anos 50

Além de defender esse projeto pseudo apartidário para destruir a pedagogia crítica, a direita brasileira está aproveitando o embalo para destruir também os direitos trabalhistas sob o pretexto de "modernização", para mutilar a aposentadoria dos brasileiros sob o pretexto de um "rombo" imaginário na previdência e para congelar os investimentos em saúde e educação por duas décadas para, assim, garantir os juros da dívida para os bancos privados.

Está vendo como é "maravilhosa", "boazinha" e "lúcida" essa nossa direita? E depois a culpa é do PT... Fala sério!

Escola sem partido ou sem "esquerdismo"?

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Viva o socialismo colorido!


Para os mal-humorados que dizem que socialismo e liberdade não podem coexistir, vou deixar um post rapidinho hoje só para lembrar que foi Vladimir Lenin que legalizou a homossexualidade na União Soviética. Portanto, é perfeitamente possível um socialismo com direitos civis para a comunidade LGBT.

Viva a revolução colorida!


terça-feira, 13 de junho de 2017

O tucanato está completamente desmoralizado


O governo de Temer estava precisando de um marido e, finalmente, encontrou um justamente no dia dos namorados. Um certo tucano oportunista e golpista parece que resolveu ser o noivo do pior presidente da história.

Finalmente saiu do caritó!

Ontem, o PSDB decidiu continuar ao lado do governo de Michel Temer como forma de ter apoio da cleptocracia que está no poder para as eleições de 2018. Se der, de quebra, Temer e seus aliados também devem tentar salvar o senador Aécio Neves das garras da justiça. O problema dessa atitude é que, ao abandonar o moralismo, o PSDB perde parte de seu eleitorado que vai associar os tucanos à crise atual que vai se estender até o fim de 2018. O PSDB escolheu fazer parte desse governo podre e certamente pagará um preço alto por isso. Como se não bastasse ter seus principais presidenciáveis caindo pelas tabelas nas pesquisas e tendo parte importante do seu eleitorado sendo sugado por Jair Bolsonaro, os tucanos ainda serão cúmplices desse governo zumbi que aí está que nem apoio da Globo tem mais.

Temer se transformou em um Vingador.

Com essa aliança nefasta, o que veremos agora é uma tentativa apelativa de salvar o governo Temer com todo tipo de recurso sujo e autoritário que estiver disponível. Isso vale até mesmo usar a Abin para espionar ministros da Suprema Corte e métodos "subterrâneos" para destruir certas empresas como vingança.

Temer e os tucanos resolveram morrer abraçados no mar da hipocrisia, do oportunismo e da corrupção. Enquanto isso, Lula não para de subir nas pesquisas para eleição presidencial. Seria coincidência?


“Espero que o partido encontre um muro suficientemente grande que possa servir de túmulo.” 
(Miguel Reale Júnior, sobre o PSDB)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Feliz dia dos namorados - e das namoradas também


Como meu tempo está bem pequeno hoje, vou aproveitar a data para deixar um recado rápido.
Desejo, neste 12 junho, um feliz dias dos namorados e das namoradas para todos aqueles que respeitam as diferenças e defendem a inclusão social de toda as formas de amor. Não é possível que em pleno século XXI ainda possa existir preconceito contra casais homoafetivos. Todos têm o direito de amar e de serem amados. Quanto mais amor, menos ódio – e, consequentemente, melhor será o mundo em que vivemos.
Felicidades a todxs que se amam apesar de todas as barreiras impostas pela sociedade e pela própria vida. Pois como já dizia Shakespeare: "A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe". Que a força do amor continue quebrando todas as barreiras e tabus para colorir o mundo todo.

Vamos colorir o mundo com amor!


domingo, 11 de junho de 2017

Sou esquerdista, sim: e com muito orgulho!

 
De uns tempos para cá tem aparecido nos comentários deste blog um bando de alucinados me xingando de "esquerdista" e me culpando por todas as desgraças do Brasil e do mundo por eu ser de esquerda. Pois bem, então eu venho aqui reafirmar que sou, sim, de esquerda e abomino todas as formas de desigualdade, sejam elas econômicas, políticas ou sociais. Tenho orgulho de lutar aos lado dos trabalhadores, dos pobres, dos oprimidos, das mulheres, dos índios, dos negros, dos homossexuais, dos transexuais, dos idosos, dos incapacitados e dos explorados por esse sistema burguês imundo, corrupto e canalha. Eu não tenho medo do "monstro comunista devorador de criancinhas", porque quem teme o comunismo, via de regra, são monopolistas, latifundiários, colonialistas, fascistas e reacionários parasitas do suor do povo trabalhador.



Que se danem todos que tratam a miséria, a fome e a injustiça como sendo coisas "naturais e inevitáveis". Temos que cuidar das pessoas, cuidar das nossas crianças e trazer bem-estar social para todas os nossos compatriotas. Eu não sou psicopata para colocar o lucro ou o mercado acima das pessoas e acima do direito à vida. Tenho o maior orgulho de oprimir a opressão.

Stalin e Mao prontos para oprimir os opressores!

Pra fechar, deixo um videozinho com a participação especial de Mao Tsé-Tung e Joseph Stalin para aterrorizar os coxinhas:

sábado, 10 de junho de 2017

A evolução é um evento contínuo


Algumas pessoas acham que a evolução das espécies é uma espécie de criacionismo mágico onde um animal se transforma em outro, mais ou menos como ocorre no game Pokémon. Nada poderia estar mais errado. Primeiro que no caso dos Pokémons não se trata de evolução, mas sim de uma metamorfose bizarra. Evolução mesmo abrange um fenômeno que ocorre gradualmente com todos os seres vivos. A evolução​ nada mais é que a constante modificação pelas quais os seres vivos atravessam no decorrer do tempo. As variedades de espécies que existem nada mais são que adaptações​ progressivas dos seres vivos ao meio graças à seleção natural.
As modificações aleatórias pelas quais os seres vivos passam que não são vantajosas são descartadas pela seleção natural por dificultarem ou inviabilizarem a sobrevivência da espécie. Já se um animal nasce com uma modificação genética vantajosa, ocorre justamente o contrário. Um exemplo clássico e fácil de se observar isso são as adaptações nas cores e nas aparências de alguns insetos. Quanto mais um inseto consegue se camuflar e parecer com uma folha, por exemplo, mais difícil fica para os predadores o reconhecerem. Por isso, os insetos mais bem camuflados deixam mais descendentes – o que a longo prazo faz quase toda a sua espécie ter essas características.

A ancestralidade em comum é um fato científico.

Enfim, se vivêssemos o suficiente – alguns milhões de anos – veríamos claramente as espécies "se transformando" gradualmente em outras após várias gerações, de modo que seria difícil determinar o ponto exato em que uma espécie surgiu e a outra anterior deixou de existir. Isso porque as mudanças evolutivas são lentas e progressivas, além de gerarem várias ramificações. Da mesma forma que não podemos ver os continentes se movendo por não vivermos tempo suficiente para perceber essa movimentação, também não podemos ver a evolução atuando em larga escala pela mesma razão.

A cada nova geração de uma mesma espécie, pequenas mudanças genéticas quase imperceptíveis são passadas adiante aos descendentes. E numa escala maior de tempo, o que vemos são tantas mudanças acumuladas num único ser vivo que praticamente reconhecemos aquela espécie como sendo uma nova espécie em relação às várias gerações anteriores. É por isso que não há um ponto de mudança imediata entre os seres humanos e os nossos primatas ancestrais, porque as mudanças entre as espécies são lentas e graduais.

Enfim, a evolução é um processo infinito. E é este mesmo processo que levará a nossa espécie homo sapiens a ser uma nova espécie num futuro distante. Estamos no meio de um processo evolutivo contínuo que só terminará quando a vida do planeta for totalmente extinta.

E viva a evolução!


sexta-feira, 9 de junho de 2017

O lado bom de Temer ter sido absolvido pelo TSE


Hoje eu havia deixado pré-escrito um post tratando sobre a evolução das espécies como forma de resgatar o tema ciência neste blog. Porém, com o salvamento de Temer pelo TSE, eu tive que mudar a publicação em cima da hora para dizer algo sobre o assunto. Foi aí que me lembrei de um texto publicado no blog Esquerda Caviar e escrito pelo especialista Gustavo Castañon sobre o lado bom de Temer não ter caído. Esse texto, além de ter tirado as palavras da minha boca, trouxe informações extras que eu não havia percebido.
A seguir, vou simplesmente copiar e colar o que foi dito por Castañon sobre o ocorrido para mostrar que a lei de murphy não se aplica necessariamente a este caso:

TEMER ABSOLVIDO? QUE BOM! 

Se Temer for absolvido pelo TSE, ficarei surpreso. Certamente terei errado na avaliação, porque sempre disse que ele seria cassado pelo TSE quando ficasse descartável ou um peso grande demais. Mas porque ficar satisfeito, ou melhor, muitíssimo satisfeito com isso? São tantos motivos, que devo esquecer de enumerar algum:

1) Porque seu substituto eleito indiretamente seria uma desgraça muito maior que ele, não teria denúncias, não arcaria com o peso da ruína econômica que o golpe provocou e começaria com o país no fundo do poço. E esse presidente, muito mais forte, faria o serviço sujo do golpe entregando as reformas e o patrimônio público;

2) Porque Temer no cargo, mais fraco politicamente que qualquer outro presidente na história republicana, arrastará para o fundo do mar todos os que o sustentam institucionalmente;

3) Porque o PSDB com Gilmar e todos os seus caciques e mais apêndices como o MBL decidiram morrer abraçados a ele;

4) Porque Temer no cargo aumentará a campanha por diretas já e o desgaste de quem a evita;

5) Porque quanto mais PMDB e PSDB se agarrarem ao governo mais se associarão na população à crise econômica que causaram para dar o golpe;

6) Porque com Aécio solto e Temer presidente, a prisão de Lula Primeiro Turno da Silva se torna virtualmente impossível;

7) Porque a cassação de Dilma com absolvição de Temer, da mesma chapa e reconhecido hoje como ladrão-em-chefe do país, será a pá de cal para todos na simulação de judiciário que temos hoje no país;

8) Porque essa absolvição escancararia mais ainda a perseguição ao PT;

9) Porque a permanência de um Temer anão e fraco no poder impede as reformas de avançarem e dizima politicamente os que as suportam;

E principalmente,

10) Porque isso indicaria que o script do golpe 2.0 micou e os golpistas estão mais divididos do que nunca, entre a Globo e a CIA, que querem a devastação da classe política e empresarial brasileira, e o sindicato dos políticos que não confia mais em acordo ou comando da Globo, e aceitou finalmente que estamos em um estado policial que eles não controlam.

Agora é hora de comprar pipoca e assistir eles se dilacerarem. Com grande risco para a Globo.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

De onde vêm os átomos?


Uma das minhas maiores dúvidas quando eu estudava química era saber de onde diabos vieram todos aqueles átomos da tabela periódica. Porém, só foi muitos anos depois de ter começado a estudar os elementos químicos que eu descobri que quase todos eles vieram, para minha surpresa, do espaço sideral, ou melhor: das estrelas. Essa descoberta causou uma verdadeira revolução no meu modo de enxergar a vida, porque ajudou a desconstruir em mim a ideia de que tudo havia sido criado por um deus. Foi simplesmente fascinante saber que as estrelas são fábricas de átomos graças à fusão nuclear que ocorre em seus núcleos.

É incrível você olhar um anel de ouro e saber que os átomos dele surgiram na explosão supernova de uma estrela massiva. Saber que somos todos feitos dos restos mortais das estrelas – ou melhor, dos átomos forjados nelas – é algo que nos coloca como parte indissociável do resto do cosmos. O ferro no nosso sangue, o cálcio nos nossos ossos, o nitrogênio no nosso DNA, o carbono nas nossas células: tudo isso veio de estrelas que se exauriram há bilhões de anos atrás. Nós somos o próprio universo consciente e tentando conhecer e descobrir a si mesmo. Somos o resultado personificado de bilhões de anos de evolução cósmica. Como Neil deGrasse Tyson bem resumiu certa vez: "Nós estamos no universo e o universo está em nós". O universo não está lá e nós aqui: nós somos todos uma coisa só.

Enfim, é impressionante como uma simples pergunta é capaz de abrir novos horizontes e nos trazer respostas que nos encantam com a beleza da realidade lá fora omitida pela ignorância e pelo misticismo.

De onde veio cada átomo.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

1.000 Posts!


Pois é, galerinha, após quase seis anos de criação, este blog está atingindo, nesta postagem, a sua milésima publicação. Eu não tenho muito o que dizer a respeito, é apenas um post para constatação. Apesar do tema política tomar quase metade dessas postagens, aqui já escrevi de tudo, de turismo até extraterrestres. E apesar da minha escassez de tempo, ainda pretendo continuar escrevendo diariamente pelo menos até o final deste ano.
Quando o blog atingir dois milhões de visualizações – o que deve ocorrer por volta do mês de dezembro deste ano – aí sim escreverei um post menos inútil com comemorações, agradecimentos e curiosidades. Por hora, vou ficando por aqui e deixando um abração a todos que acompanham este bloguinho.

Namastê!

terça-feira, 6 de junho de 2017

Preconceito é estúpido até quando é contra os opressores


Fui surpreendido hoje no meu Face com a pérola acima dita por uma criatura que visivelmente não gosta muito de homens. A generalização usada frequentemente contra homens vem, via de regra, das fossas abissais do que ainda sobrou do feminismo radical do século XXI. As próprias RadFems já estão caindo na real que esse discurso protomisândrico não possui mais coerência lógica. E refutar essas coisa de que "homens são todos uns bostas" é a coisa mais fácil do mundo. Basta você incluir na conta desses homens os negros, judeus, homossexuais, transexuais e índios que você está se posicionando de forma absolutamente reacionária contra minorias que, apesar de terem algum privilégio, sofrem tanto ou mais que as mulheres numa sociedade dominada por preconceitos, violências e injustiças.

Chega desse discurso segregacionista e maniqueísta, por favor. Deixem isso para os reaças e para as crianças do pré-escolar. Temos que nos unir para melhorarmos como indivíduos e como sociedade. Os homens precisam ser ensinados desde cedo a respeitar as mulheres e as enxergarem como iguais. A única coisa que merece ir para a lata de lixo é o sexismo.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Campanha antivacina devia dar cadeia


Dizem que o papel aceita qualquer coisa. A internet, por sua vez, aceita muito mais. E o que tem se tornado recorrente na internet nesses tempos de negacionismo da ciência tem sido justamente a proliferação e a aceitação de teorias conspiratórias absurdas que vão desde a defesa da Terra plana até as criminosas campanhas antivacinação. As campanhas antivacina – que compõem o exemplo mais grave de teoria conspiratória – são verdadeiros atos de terrorismo, porque elas são baseadas em mentiras e pseudociência que colocam em risco a vida de pessoas​ com baixa imunidade (imunodeprimidas) ou que não podem receber vacinas (porque, por exemplo, estão em tratamento contra o câncer). Pessoas que escolhem não serem vacinadas por acreditarem nessas teorias acabam agindo como transporte de vírus letais contra as pessoas que têm o sistema imunológico debilitado. Ou seja, quando você não se vacina, transforma-se em um risco ambulante para as pessoas imunodeprimidas. É como se você se tornasse uma espécie de terrorista biológico por furar a proteção coletiva que as vacinas proporcionam. Portanto, defender essas teorias antivacinas deveria ser crime, porque elas são um verdadeiro ato de terrorismo contra a saúde pública. É preciso lembrar que foi graças à vacinação que doenças letais como a varíola e a paralisia infantil foram erradicadas do nosso país. As vacinas salvaram e salvam milhões de vidas pelo mundo. Vacinar você e seus entes queridos é mais que um gesto de amor: é uma obrigação moral da cívica.

Ser contra vacinas é agir como um bioterrorista.

Infelizmente, a tendência de toda essa loucura anticiência é aumentar com a precarização da educação no nosso país. Como se não bastasse o corte criminoso nos investimentos em educação devido a PEC da morte, temos ainda, para agravar, essa reforma alienante do ensino médio onde transformamos a educação escolar em mera preparação técnica. Assim, excluímos a obrigatoriedade de se estudar ciências, o que torna as pessoas mais suscetíveis a acreditar nessas teorias estapafúrdias sem qualquer fundamento científico.
Defender a ciência e difundir a metodologia científica é o único meio que nos resta para lutar contra toda essa onda de ignorância, mentiras e crimes que são difundidos impunemente pela internet.

domingo, 4 de junho de 2017

Vozes da periferia


Infelizmente, estou e estarei ao longo desta semana com pouquíssimo tempo para postar. Por isso, é possível que os posts sejam mais curtos ou tratem de assuntos defasados durante a semana. Então, para começar, hoje eu não poderia deixar de compartilhar um vídeo surpreendente da voz da periferia contra o racismo. O vídeo simplesmente joga a verdade nua e crua na cara de quem acha que o racismo é "vitimismo" ou "afrocoitadismo". Ele mostra a necessidade urgente de mudarmos a realidade e de construir uma sociedade mais igualitária, fraterna e justa para todos. E a maior prova de que este vídeo fala verdades, é ver como ele incomodou os racistas nas redes sociais.

Toda força ao movimento negro!

sábado, 3 de junho de 2017

Um país de contrastes


Quem já morou no Brasil sabe bem que a maioria das grandes cidades do país são marcadas por fortes contrastes sociais que foram criados historicamente como modo de manter os privilégios de uma minoria abastada. Esses contrastes são tão ferozes em alguns casos que praticamente tornam a nossa sociedade uma sociedade de castas. Hoje mesmo, por exemplo, vi passar na mesma rua onde eu moro um carroceiro maltrapilho e, pouco tempo depois, uma Ferrari Maranello vermelha dirigida por um rapaz bastante elegante. Enquanto um cata lixo para sobreviver, o outro passeia a bordo de um veículo de luxo. Dois mundos completamente opostos num mesmo país, numa mesma cidade, numa mesma rua. Imagine quantos séculos não levariam para o carroceiro ter dinheiro para comprar um veículo daquele que estava sendo pilotado por um sujeito claramente mais novo que ele...

Mas, enfim, esse contraste não é único. Já vi vários outros carros de luxo estacionados na minha rua e muitos pedintes e mendigos circulando no meio deles. Carros que custam mais de meio milhão de reais, como as Porsches e BMWs que vejo ocasionalmente por aqui, contrastam fortemente com as carroças improvisadas de tração humana. O que eu sempre me pergunto diante disso é por que um tem tudo e o outro não tem nada? Será que é isso que chamam de "meritocracia"? Mas afinal o que o piloto da Ferrari tem que o carroceiro não tem para viver uma vida muito mais confortável? Será mesmo que o motorista do superesportivo conquistou aquele carrão por mérito e por fruto do suor do seu trabalho? Ou será que ele apenas nasceu rico e o outro nasceu pobre? Será que vivemos em um mundo justo? Será mesmo que o capitalismo é tão bom assim? Será que temos que nos conformar em viver em uma sociedade como esta?

Não tenho nada contra a riqueza ou contra os ricos. O problema, para quem teve a sensibilidade de perceber, é a maneira fortemente desigual com qual essas riquezas estão distribuídas. É isso que me incomoda.